Com 3G e 4G, indústria móvel vai girar US$ 3,7 trilhões até 2020

O número acessos 4G superou a marca de 1 bilhão em todo o mundo e vai na direção de responder por um terço de todas a conexões móveis em 2020, segundo sugere um novo estudo da GSMA. A entidade acredita em aceleração da substituição dos acessos por banda larga móvel 3G/4G tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento.

Esse movimento alimenta o mercado e, nas contas da GSMA, a indústria móvel girou US$ 3,1 trilhões (algo como duas vezes o PIB brasileiro), ou 4,2% do PIB global. E que deve chegar a US$ 3,7 trilhões ao fim de mais cinco anos. Essa indústria foi responsável por 32 milhões de empregos diretos e indiretos no ano passado – e contribuiu com US$ 430 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em tributos e taxas, número que deve subir para US$ 480 bi (R$ 1,9 tri) até 2020.

“A banda larga móvel se tornou um fenômeno verdadeiramente global. O crescimento sem precedentes no ano passado é testemunha dos bilhões de dólares que as operadoras móveis investiram em redes de próxima geração, serviços e espectro nos últimos anos. É a plataforma mais ubíqua para pessoas e negócios se conectarem e inovarem na economia digital de hoje”, diz o diretor geral da GSMA, Mars Granryd.

A entidade calcula que até o fim de 2015 eram 7,3 bilhões de conexões móveis em 4G – o que significa que esse número dobrou ao longo do ano passado, “largamente como resultado da implantação de redes 4G no mundo em desenvolvimento”, frisa a GSMA. Eram 451 redes 4G disponíveis em 151 países, crescimento que sustenta a previsão de que a tecnologia vai responder por um terço dos 9 bilhões de acessos previstos para 2020.

Juntos, 3G e 4G, que eram 50% das conexões em 2015, serão 70% cinco anos depois. Muito graças à disseminação dos smartphones, que eram apenas 8% em 2010 e chegaram a marca de 45% dos dispositivos em 2015. Até 2020, outros 2,6 bilhões de acessos serão adicionados, período em que o crescimento do tráfego móvel avançará em ritmo de 49% (CAGR).

O número de assinantes se manteve em 4,7 bilhões em 2015, equivalente a 63% da população mundial. O número de assinantes únicos deve bater em 5,6 bilhões em 2020, quando mais de 70% dos humanos deverão ter serviços móveis – um crescimento puxado quase completamente (90%) pelo aumento da base nos países em desenvolvimento.

Fonte: convergenciadigital.uol.com.br